Divagação sobre a vida dos funcionários públicos: suspiros e desabafos

01
Fev 14

"QUANDO EU PERDER A CAPACIDADE DE INDIGNAR-ME ANTE A HIPOCRISIA E AS INJUSTIÇAS DESTE MUNDO, ENTERRE-ME: POR CERTO QUE JÁ ESTOU MORTO."

Augusto Branco

 

Combato as duas, diariamente, no meu local de trabalho, mas já me começam a faltar as forças...

 

 

 

publicado por Eusinha às 11:01
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29
Set 09

 

são mais os caciques do que os índios.

Mas mesmo assim, dia um de Outubro saem dois índios e entram dois caciques. Fixe, não é? Para mandar aparecem muitos, para trabalhar, não é preciso, já lá estão os índios...

publicado por Eusinha às 00:41
sinto-me: desanimada

25
Mai 07

Parece que sim... estamos mesmo congelados até 2009.

Mas só os pequeninos, porque os técnicos, técnico-profissionais e os técnicos superiores, por terem carreira mais longas, tem sempre hipoteses de serem promovidos, e alguns de dois em dois anos.

Os auxiliares, os assistentes administrativos e outros, cuja carreia seja curta, ao fim de pouco tempo já atingiram o topo na carreira e vêem-se obrigados a permanecer na cepa torta até quando os senhores do poder assim o entenderem.

Justiça?

Mais uma vez somos nós a pagar a factura. E que factura...

 

Apetece-me dizer que estamos f... e mal pagos.

publicado por Eusinha às 13:42
sinto-me: proibida de viver

11
Abr 07

Muito se tem falado do "canudo", ou falta dele, do 1º Ministro José Sócrates.

Tal assunto suscitou-me algumas dúvidas. 

 Atendendo a que qualquer funcionário público que preste falsas declarações vê serem-lhe aplicadas sanções nos termos da lei, em ser verdade que o senhor não tem o canudo, quais as sanções que lhe poderão ser impostas?

Se tivermos de recuar no tempo, quantas pessoas terão de ser penalizadas por eventual envolvimento neste caso?

Nunca terá sido confirmado a veracidade do diploma ou certificado de habilitações do senhor 1º Ministro?

Terá o senhor 1º Ministro de ser substituído ?

Quais os custos para o país, desta mentirinha (se efectivamente se provar que o é)?

O que levará alguém a prestar falsas declarações nesta área?

 

De todas as questões que coloquei, apenas tenho resposta para a última: VIVEMOS NUM PAÍS DE DOUTORES! Parece que as pessoas só merecem respeito se acenarem com os "canudos".

Esquecem-se do principal: SEREM PESSOAS! A grandeza de cada um reside no facto de ser ele mesmo, dos actos que pratica, da magia que emana, etc.

Um "canudo", não passa disso mesmo. Aquilo que se faz com ele, aliado aos próprios valores, faz toda a diferença.

Felizmente conheço gente GRANDE, sem "canudo", mas, infelizmente conheço muita gente com "canudo" que se escondem atrás dele com a finalidade de serem valorizados. Destes últimos tenho pena. Sabem porquê? É enorme a sua pequenez...

 

A propósito de tudo isto, foi-me contado por uma amiga, que após a tomada de posse do Governo Regional dos Açores, pelo seu actual presidente, numa entrevista dirigiram-se ao senhor Carlos César, e chamaram-no de doutor, ao que ele terá respondido que não o era.

Se tal facto for realmente verdade, tiro daqui o meu chapéu a alguém que conseguiu por esforço e mérito próprio, chegar aonde chegou, sem ter necessidade de se fazer passar por doutor.

 

 

 

publicado por Eusinha às 13:47
sinto-me:

26
Jan 07

Cheguei cedo ao serviço, como aliás faço sempre, salvo raríssimas excepções.

Ao entrar no gabinete e ao olhar para a minha secretária, assustei-me a sério.

Que horror... eu não a tinha deixado assim.

Por norma, deixo sempre a minha secretária limpa e arrumada, quando saio. É raro encontrá-la da mesma forma quando entro no dia seguinte. Mas, hoje estava demais.

Completamente desarrumada e desordenada. Foi-me difícil entender o que acontecera ali.

Levei quase uma manhã inteira para me orientar.

E, confesso estou cansada.

Eu não mexo na secretária de ninguém, porque o fazem na minha?

Será que isto também faz parte da condição de ser-se funcionário público? Mexerem em tudo o que está em cima da secretária de cada um?

publicado por Eusinha às 13:53
sinto-me: cansada

13
Jan 07

"O triunfo dos porcos", é o título de um livro, já adaptado para o cinema, que encontrei numa feira do livro, já lá vão uns anos, e que suscitou curiosidade pelo título.

Mais tarde percebi que já tinha ouvido falar no autor do livro, George Orwel.

Li o livro, e releio-o todas as vezes que há eleições. Porquê?

Porque entre os porcos e os outros animais da quinta, passou-se o que se passa com e entre os partidos políticos.

De uma forma simples: no inicio era tudo uma democracia. Até havia um cartaz afixado na parede que dizia "TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS".  Depois de os porcos terem tomado conta da quinta, menosprezado e explorado os restantes animais, até o mais incrédulo conseguiu aperceber-se que havia qualquer coisa que não estava bem . O cartaz foi alterado. Passou a estar lá escrito "TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS. MAS UNS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OUTROS".

É ou não o que se passa na política? Não prometem eles mundos e fundos e depois é o que se vê?!

 

 

 

publicado por Eusinha às 20:23
sinto-me: bem disposta

18
Abr 06

Porque têm de ser sempre os funcionários públicos, os pequeninos, a pagar a factura?

Não tenho resposta objectiva, mas suponho que seja por sermos indefesos (convenhamos que os nossos sindicatos não nos representam).

E depois temos os inatingíveis , tais como o administrador do Banco de Portugal, os deputados e outros.

Já que querem tanto reduzir as despesas, eu tenho uma sugestão a fazer. Aqui vai:

1- Reduzam para metade o vencimento do senhor administrador do Banco de Portugal, vendam as viatura oficiais que lhe estão atribuídas (a ele e aos que o rodeiam) e se quiserem dar-lhe uma benesse, comprem-lhe um veículo de gama baixa (e já sai beneficiado, porque qualquer um de nós, pequeninos, se queremos carro para nos deslocarmos para o serviço temos de comprá-lo, e às  vezes só nós sabemos a que duras penas).

2- Quanto à vergonha de deputados que temos, ganham muito para representarem aqueles que os elegeram e dão-se ao luxo de os maltratarem ignorando-os, da forma vergonhosa que se viu na quarta-feira santa, apenas deveriam receber pelos dias efectivos de trabalho, tal como acontece com os pequeninos, entendendo-se dias de trabalho efectivo pela presença física na Assembleia, e nem mais um cêntimo (que me desculpe o senhor que esteve hoje na TVI,  concordo que os nossos deputados são efectivamente muitos, mas discordo do facto de ganharem pouco. Pouco Sr. Miguel Sousa Tavares, pouco ganho eu!).

3- Quanto aos outros, que tal retirar as despesas de representação, que só servem para ajudar a engordar alguns bolsos. Em quererem atribuir as ditas despesas de representação, teria de haver alguns critérios pré-definidos, tais como despesas devidamente justificadas e imprescindíveis, pagas mediante documentos justificativos da despesa, depois de devidamente avaliada a situação que lhe deu origem.

Se tal acontecesse, entre outras medidas, não haveria necessidade de terem de ser sempre os mesmos a pagarem a factura. Factura dos gastos alheios...

publicado por Eusinha às 22:43
sinto-me:

27
Mar 06

Eu, e as segundas feiras, andamos de costas voltadas.

Decididamente este não deve ser o meu dia da semana, "aquele" dia...

Há quase dois anos o serviço mudou de instalações, mas houve sempre qualquer coisa que ficou para trás, ficou por fazer.

A sala onde trabalho é escura e húmida. De tal modo escura, que eu e uma colega, após várias idas ao oftalmologista, decidimos, já que o serviço não o fazia, comprarmos uns candeeiros de secretária, bons e que nos ajudassem a proteger uma das zonas mais preciosas do nosso corpo: os olhos.

Bem, hoje, para além de ter a secretária a abarrotar de papelada, posta lá depois de eu ter saído na sexta-feira, tinha o trabalho do meu colega que hoje faltou, e tinha também as lâmpadas do tecto a brincar de pisca-pisca (se calhar já com saudades do Natal).

Foi então que das trevas se fez luz: apareceu autorização superior e dinheiro para equipar a sala de lâmpadas em condições.

Foi necessário chegar ao extremo para que se conseguisse aquilo que deveríamos ter tido logo que nos mudamos: lâmpadas em condições e por conseguinte condições de trabalho dignas.

Fica a faltar resolver o problema da humidade.

Será que teremos de ter uma inundação para que os grandes senhores percebam que aquela sala precisa de ser isolada? Afinal é lá que funciona o Arquivo...

Entre-suspiros termino, esperando que não seja necessário, novamente, chegar a extremos.

publicado por Eusinha às 23:00
sinto-me:

16
Mar 06

Ser funcionário público não é fácil.

Ao contrário daquilo que dizem, o funcionário público trabalha e muito. Claro que há sempre aqueles que apenas cumprem horário sem cumprirem tarefas mas, são esses as excepções que confirmam as regras.

Ser, como eu, pequenino, simples assistente administrativo ou "pau para toda a obra", e ter de sofrer constantemente a ameaça dos disponíveis, quando muitas vezes nem tempo tenho para ir à casa de banho, é no mínimo triste. Triste e deprimente...

Deprime-me que alguém que tem tempo para conversar nos corredores, ameaçar os funcionário, sair para tomar café - bem acompanhado por outros como ele, me venha falar da lei dos disponíveis.

Alguém que, aproveitando a nova lei orgânica do serviço e a legislação vigente, optou por ser classificado na carreira técnica superior, para não ter de voltar à escola e ser ele considerado disponível e ultrapassado.

Fazem os quadros com lugares para muitos técnicos superiores, extinguem lugares de administrativos e depois querem, querem não, EXIGEM que as coisas se façam da mesma forma.

Já não basta o Sr. Primeiro Ministro e todos os seus satélites, pensarem que somos nós os culpados, e pelos vistos somos, porque somos sempre nós os pequenos quem sofre e quem menos recebe, e quem mais aperta o cinto, e quem... e quem..., agora também os legisladores se põe do lado deles ( se calhar também os ameaçaram com a lei dos disponíveis caso eles não obedecessem às ordens emanadas superiormente).

Até quando durará isto? Até quando será humanamente suportável esta agonia, esta angústia, este desespero?

Gostaria de saber o porquê da super protecção aos protegidos e esta total e despreocupada desprotecção àqueles que realmente precisam dela...

Não encontro respostas...

 

publicado por Eusinha às 18:20
sinto-me:

O dia não foi fácil. Estou por demais habituada a levantar-me cedo, mas o vento e a chuva, convidavam-me a ficar na cama. Para além de que esta última me sorria com aquele sorriso doce e quente de amante que não quer ser deixada...

A custo e entre suspiros, lá me levantei.

Tentei, todos os dias tento, preparar-me para o novo dia...

Não pensei, nunca, que os chefes se tivessesm reunido num concilio e tivessem decidido tirar-me o juízo, por causa de uma "herança".

É, herdei um arquivo desorganizado em que a minha antecessora, em 16 meses, pouco fez e agora, os grandes crânios de secretária, querem que esteja tudo pronto em, imaginem, 2 semanas.

Não há maneira de fazer ver a "estes senhores" que para mandar e antes de mandar é necessário ter conhecimento.

Eles não sabem o que se faz, nem como se faz e arrotam a sua prepotência, sobre nós, pequeninos, na sua vã glória de mandar, ignorando sempre que só nos transmitem a sua absoluta ignorância.

Por isso, só suspirando...

publicado por Eusinha às 08:29
sinto-me:

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